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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Brasileiro inventor de "luz engarrafada" tem ideia espalhada pelo mundo

Lâmpada de Moser: inventor brasileiro não ficou rico, mas ficou feliz
Criador e criatura: Moser criou a lâmpada que agora leva seu nome durante a série de apagões que o Brasil enfrentou em 2002.[Imagem: BBC]

Alfredo Moser poderia ser considerado um Thomas Edison dos dias de hoje, já que sua invenção também está iluminando o mundo.
Em 2002, o mecânico da cidade mineira de Uberaba, que fica a 475 km da capital Belo Horizonte, teve o seu próprio momento de "eureka" quando encontrou a solução para iluminar a própria casa num dia de corte de energia.
Para isso, ele utilizou nada além do que garrafas plásticas do tipo PET com água e uma pequena quantidade de cloro.
Nos últimos dois anos, sua ideia já alcançou diversas partes do mundo e deve atingir a marca de 1 milhão de casas utilizando a "luz engarrafada".
Luz engarrafada
Mas afinal, como a invenção funciona? A reposta é simples: pela refração da luz do Sol numa garrafa de dois litros cheia d'água.
"Adicione duas tampas de cloro à água da garrafa para evitar que ela se torne verde (por causa da proliferação de algas). Quanto mais limpa a garrafa, melhor", explica Moser.
"Você deve prender as garrafas com cola de resina para evitar vazamentos. Mesmo se chover, o telhado nunca vaza, nem uma gota", diz o inventor.
Outro detalhe é que a lâmpada funciona melhor se a tampa for encapada com fita preta.
"Um engenheiro veio e mediu a luz. Isso depende de quão forte é o Sol, mas é entre 40 e 60 watts", afirma Moser.
Lâmpada de Moser
Ainda que ele ganhe apenas alguns reais instalando as lâmpadas, é possível ver pela casa simples e pelo carro modelo 1974 que a invenção não o deixou rico. Apesar disso, Moser aparenta ter orgulho da própria ideia.
"Uma pessoa que eu conheço instalou as lâmpadas em casa e dentro de um mês economizou dinheiro suficiente para comprar itens essenciais para o filho que tinha acabado de nascer. Você pode imaginar?", comemora Moser.
O inventor já instalou as garrafas de luz na casa de vizinhos e até no supermercado do bairro.
"Essa é uma luz divina. Deus deu o Sol para todos e luz para todos. Qualquer pessoa que usar essa luz economiza dinheiro. Você não leva choque e essa luz não lhe custa nem um centavo", ressalta Moser.
As luzes 'engarrafadas' também chegaram a outros 15 países, dentre eles Índia, Bangladesh, Tanzânia, Argentina e Fiji.
Pessoas em áreas pobres também são capazes de produzir alimentos em pequenas hortas hidropônicas, utilizando a luz das garrafas para favorecer o crescimento das plantas.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=lampada-de-moser-luz-engarrafada&id=010115130814

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Tecnologia permite ler papiros sem desenrolá-los

Encontrar um papiro antigo é o maior sonho de muitos arqueólogos.
Já os historiadores querem mesmo é desenrolar o papiro e desvendar seus segredos.
O problema é que esses artefatos antigos são extremamente frágeis, e podem simplesmente se esfarelar ao serem desdobrados.
Graham Davis (Universidade de Londres) e Tim Wess (Universidade de Cardiff) não são nem arqueólogos e nem historiadores, mas encontraram uma solução para o dilema entre tentar abrir o documento antigo para ler seu conteúdo e correr o risco de destruí-lo para sempre.
Os dois pesquisadores criaram uma tecnologia que mistura imageamento de raios X e reconstrução de imagens por computador que permite ler os papiros enrolados ou dobrados, sem a necessidade de desenrolá-los ou desdobrá-los.
A técnica, chamada microtomografia, constrói um mapa tridimensional mostrando a localização exata da tinta nos documentos, capturando "fatias" do documento e transformando-as em imagens perfeitamente legíveis.
Tecnologia permite ler papiros sem desenrolá-los

A seguir, um software combina as imagens, calculando a localização exata de cada ponto da tinta no documento desdobrado.
Tecnologia permite ler papiros sem desenrolá-los
A esquerda, cada "fatia" lida pela microtomografia. À direita, a imagem totalmente reconstruída. 
[Imagem: EPSRC]
Lendo pergaminhos
Segundo os dois pesquisadores, a principal diferença entre o novo método e outras técnicas desenvolvidas anteriormente para ler documentos históricos sem desdobrá-los é a resolução sem precedentes e o alto contraste que ele fornece entre a tinta e o pergaminho.
Isto significa que a tinta aparece muito melhor contra o pergaminho, sendo realmente legível.
"Este é um marco na recuperação de informações históricas. A comunidade conservacionista é com razão muito cuidadosa com os documentos antigos, e não está preparada para arriscar danificá-los, abrindo-os. Nosso avanço significa que isso não será mais necessário," disse o professor Wess.
Segundo ele, há milhares de documentos históricos em museus ao redor do mundo que nunca foram lidos ou decifrados porque são frágeis demais para serem manuseados.